terça-feira, 11 de maio de 2010

Colegas - O filme



Ontem a noite, depois de ter visto "Homem de Ferro 2" no cinema e não ter achado tão ruim assim, cheguei em casa, liguei a TV e tive mais uma surpresa, estava passando uma reportagem sobre a produção de um filme nacional no programa do Otávio Mesquita!

Esse filme é Colegas  e que aborda de forma inocente e poética coisas simples da vida através dos olhos de três jovens com síndrome de Down. São eles: Stalone, Aninha e Márcio, colegas que se comunicam basicamente através de frases célebres de cinema, resultado dos anos em que trabalharam na videoteca do Instituto Madre Tereza, local onde vivem.

Um dia, inspirados pelo filme Thelma & Louise, resolvem fugir no carro velho do jardineiro em busca de seus sonhos: Stalone quer ver o mar, Marcio quer voar e Aninha busca um marido pra se casar. Nessa viagem, enquanto experimentam o sabor da liberdade, envolvem-se em inúmeras confusões e aventuras como se a vida não passasse de uma eterna brincadeira.

Na reportagem que passou na Band, eles revelaram que os personagens assaltam estabelecimentos comerciais usando máscaras, mas que só roubam balas, chicletes e ursos de pelúcia! Isso vai ser legal!

Escrito e dirigido por Marcelo Galvão, foi o vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cinema de Paulínia e como boa parte das produções atuais o filme tem um site/blog que segue a produção.

http://www.colegasofilme.com.br/



ps: Talvez a reportagem do Otávio Mesquita seja reprisada nesta 5ª feira, mas ainda não há nada confirmado.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Concurso "Filme no Rio" para estudantes



A Secretaria de Estado de Cultura abre inscrições, no dia 10 de maio,para o concurso “Filme no Rio”, da Filme Rio – Rio Film Commission(FRRFC). Exclusivo para estudantes dos ensinos médio e/ou superior, oconcurso escolherá o curta-metragem institucional que melhor explore otema: “Por que filmar no Rio deJaneiro?” . Os curtas, com, no máximo,dois minutos de duração,  podemser realizados com qualquer tipo de tecnologia (analógica ou digital). O concurso, com concessão de prêmios variando entre 750 e três milreais, propõe que os filmes mostrem o Rio de Janeiro como locaçãoprivilegiada para produções audiovisuais.

Poderão participar do concurso alunos com idade mínima de 18 anos, regularmentematriculados nas instituições de ensino médio ou superior da redepública ou privada, de qualquer município do estado do Rio de Janeiro, independentemente da série cursada ou da habilitação inscrita.  Alémdo estudante inscrito, também é necessário que pelo menos um chefe de equipe (fotografia, roteiro, arte, produção ou som) seja estudante.  As inscrições para o concurso estarão abertas de 10 de maio a 31 de julhode 2010.

Cada participante poderá concorrer com apenas uma produção e a inscrição do filme não implica na participação do mesmo no evento de entrega dosprêmios. Na fase de seleção do concurso “Filme no Rio”, cinco vídeosserão finalistas e a Comissão Julgadora escolherá entre eles os trêsvencedores .
A cerimônia de premiação – com a exibição dos cinco curtas finalistas – acontecerá no Festival de Cinema do Rio de 2010.

“O concurso estudantil ‘Filme no Rio’ é uma forma criativa de promover o Estado do Rio de Janeiro como polo audiovisual da América Latina, além de ser ótima oportunidade para envolver os futuros  jovens cineastas com o trabalho feito pela Filme Rio – Rio Film Commission, comenta, com entusiasmo, Steve Solot, presidente da Filme FRRFC, ligada à Secretaria de Estado de Cultura.
O regulamento e a ficha de inscrição do concurso “Filme no Rio” estão no site www.riofilmcommission.rj.gov.br

Filme Rio – Rio Film Commission
Secretaria de Estado de Cultura
Rua México, 125/13o
Centro – Rio de Janeiro
CEP: 20031-145
Tel: 21 23331349 / 21 23331373
Fax: 21 23331415

rfc@riofilmcommission.rj.gov.br

sábado, 8 de maio de 2010

Neville D'Almeida hoje na TV


Hoje 20h30 na Revista do Cinema Brasileiro da Tv Brasil, Neville D'Almeida (Os Sete Gatinhos, A Dama do Lotação, Navalha na Carne) será entrevistado por Júlia Lemmertz.

 Imperdível!

Reprise na 2ª feira, 1h da manhã.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

E assim disse o homem...


"Todo mundo é um gênio enquanto está inédito".


 David França Mendes em entrevista para O Globo, em outubro de 2008, na ocasião do lançamento do seu filme "Um Romance de Geração" no Festival do Rio.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Blog do novo filme de Vicente Amorim


O novo filme de Vicente Amorim (diretor de "Um Homem Bom" e "O Caminho das Nuvens") chama-se "Corações Sujos", e se passa em 1945 numa colônia de japoneses, e está em fase de produção, você pode acompanhar o dia-a-dia da produção através do blog, que é bem atualizado.

Pra quem curte trabalhar com audiovisual ou ainda está estudando (ou está se planejando para estudar, como eu) é muito válido seguir uma produção desta forma, ver as dificuldades, as construções, os projetos de cenários, as fotos, soluções encontradas e as descontrações de uma produção. 


A varanda da casa de Aoki, em versão estúdio. Foto: Paulo Mussoi


Recentemente foi liberado uma parte do roteiro escrito por David F. Mendes, a cena é super sangrenta, tensa, violenta e delicada, e você pode ler aqui:



INTERIOR CASA DE AOKI - NOITE

Takahashi diante de Aoki. Takahashi oferece a katana (espada japonesa) para Aoki. Um momento de insuportável tensão e silêncio.

Continuamos circulando em torno dos dois... para um lado, para o outro...

Takahashi quebra o silêncio.

TAKAHASHI: [Você sabe muito bem. Se o Japão perde, não sobra um japonês no mundo. Todos se matam. Japonês nenhum ia querer viver nessa vergonha.]

Aoki nada diz.

TAKAHASHI CONTINUA: [Nenhum.]

Lentamente, solenemente, Takahashi vai recolhendo a espada que estava oferecida a Aoki, e invertendo sua posição.

TAKAHASHI CONTINUA: [Seu coração está sujo.]

AOKI: [O Japão perdeu a Guerra. Você sabe a verdade. Não aceita, mas sabe.]

A espada agora está nas mãos de Takahashi, em posição de ataque. Aoki não se move. Em silêncio, todo tenso e contraído, Takahashi se lança, com a espada em riste, sobre Aoki. Este não se defende. Recebe o golpe bruto da espada no pescoço. O golpe não é preciso. Takahashi não é um matador. Vê que Aoki sofre. Aplica um segundo golpe, mas Aoki tomba bem no instante do golpe, e Takahashi erra miseravelmente, acertando em vez do pescoço as costas de Aoki. Abre-se uma ferida longa e sangrenta. Sangue por toda parte. Aoki, caído, ainda se move, se contorce em agonia. O rosto lívido ainda fita Takahashi como numa acusação. Takahashi mal tem forças, mas desfere um terceiro e último golpe.

Apesar da violência das ações, tudo é espantosamente silencioso. Os ruídos são mecânicos. A espada contra a carne. O corpo contra o chão. Ruído de ossos se quebrando, de carne cortada, do esforço de um homem e da dor do outro. Aoki não grita. Geme, apenas, quando recebe os golpes. Gemidos breves, mas muito profundos, densos, graves. Takahashi de joelhos diante do corpo de Aoki. A poça de sangue. Em silêncio, diante do corpo, que apenas agora se aquieta de vez. A câmera para. A espada em primeiro plano.

Escutamos passos miúdos. Ele não ousa olhar para trás. Atrás de Takahashi, Miyuki, sua esposa, com a trouxa de comida que havia prometido a Aoki na mão. Aterrorizada. As mãos apertando a trouxa como se manter firme aquela trouxa dependesse sua vida inteira. Pálida de terror, ela se ajoelha bem devagar atrás do marido. Pousa a panela no chão com extremo cuidado, pois suas mãos perderam a firmeza. Takahashi afinal olha para trás. E vê, a poucos metros dele, a mulher ajoelhada com a trouxa de comida diante de si. Lívida. Mais frágil do que nunca.

Nenhum dos dois ousa se mover, nenhum dos dois ousa falar, nenhum dos dois ousa se aproximar. Paralisados. Até o rosto de Miyuki está completamente paralisado. Uma máscara. Máscara pela qual escorre repentinamente uma lágrima. Depois mais uma lágrima. E outra, e mais outra. Até que o rosto de Miyuki está banhado em lágrimas absolutamente silenciosas.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Debate sobre o cinema brasileiro atual




Amanhã, dia 4 de maio, Ely Azeredo debaterá o cinema brasileiro na atualidade no CCBB do Rio de Janeiro às 18h30.

A palestra faz parte do projeto "Histórias do cinema em questão: as indústrias dos sonhos" que colocará em debate o cinema brasileiro e o americano e suas manifestações, como os westerns de Hollywood e as chanchadas da década de 30. O ciclo de debates começou em fevereiro e acontece quinzenalmente até junho.


Programação:


04 de Maio
O Cinema Brasileiro no século 21, com Ely Azeredo


18 de Maio
O cinema na história e a história no cinema, com Sérgio Tendler


01 de junho 
Os musicais do cinema: 90 anos de canto e dança, com João Máximo


Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66 - Rio de Janeiro
Entrada Franca

domingo, 2 de maio de 2010

A volta da Filme Cultura




A revista Filme Cultura, uma referência de leitura sobre cinema no Brasil entre 1966 e 1988, volta a ser publicada em abril de 2010. O novo projeto Filme Cultura consiste, além da revista, no lançamento deste website e da coleção histórica em versões fac-símile e microfilmes, esta em convênio com a Biblioteca Nacional. Para viabilizar o projeto, foi feita uma parceria entre o CTAv e o Instituto Herbert Levy, com patrocínio da Petrobras através dos incentivos da Lei 8.313/91 (Lei Rouanet).

A publicação será trimestral e poderá ser adquirida em livrarias de referência. A lista de pontos de venda será constantemente atualizada no website. A revista também será distribuída gratuitamente a bibliotecas e instituições culturais de todo o país. A coleção histórica em fac-símile também estará à venda a partir de julho. A versão em microfilmes pode ser consultada na sessão de periódicos da Biblioteca Nacional.


Para comprar sua edição entre em contato com distribuicao@filmecultura.org.br, a revista também está sendo sendo vendida na Livraria Leonardo Da Vinci e na Blooks Livraria